Depois de tanto imaginar
teus seios em outros seios,
aqui estamos nós três,
frente a frente...
a agora as palavras somem
(melhor assim...)
e como num momento mágico
e único
nos contemplamos
surpresos da beleza
depois de tanto imaginar
o carinho nos teus seios
agora é tudo azul pra mim,
o céu desceu e ficou entre nós
e nesse celeste e infinito silêncio
ficamos,
e ficamos assim,
porque a partir daí
só as mãos e os corpos
se comunicavam
num silêncio eterno e azul
que não exige as palavras...
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
SEGUNDA AVENTURA - ainda o silêncio
Na noite o silêncio é agudo
e as palavras, todas elas, mesmo as mais complicadas,
não dizem nada
porque no silêncio da noite
a linguagem camal
só aceita toques e sussurros
exagerados ou não...
na linguagem camal
tudo é foda mesmo!
e as palavras, todas elas, mesmo as mais complicadas,
não dizem nada
porque no silêncio da noite
a linguagem camal
só aceita toques e sussurros
exagerados ou não...
na linguagem camal
tudo é foda mesmo!
BEBEDEIRA
A estante de livros caída no chão.
Os livros no chão.
Tudo que não li...
Tudo que não vi...
O "Canto Geral" esmagando os cigarros
que não fumei.
A garrafa ainda no lacre
despedaçada em mil.
O uísque embebedando os livros,
todos eles...
Neruda, Vinícius e Bukowski
deitados no chão,
encharcados no chão...
E eu ali, ironicamente,
sento-me numa cadeira,
salvo alguns poucos inocentes
e adimiro com pesar
esta grande bebedeira...
Os livros no chão.
Tudo que não li...
Tudo que não vi...
O "Canto Geral" esmagando os cigarros
que não fumei.
A garrafa ainda no lacre
despedaçada em mil.
O uísque embebedando os livros,
todos eles...
Neruda, Vinícius e Bukowski
deitados no chão,
encharcados no chão...
E eu ali, ironicamente,
sento-me numa cadeira,
salvo alguns poucos inocentes
e adimiro com pesar
esta grande bebedeira...
Do alto de tua eternidade
Só quero um minuto hoje,
E o resto
eu quero amanhã.
E quero com urgência
e leveza
o que a natureza
fez com perfeição.
Do alto de sua eternidade
Eu mergulhei
E caí num instante mágico
Do minuto perfeito,
Infalível.
Fraturei um sentimento
de saudade presente e
com artefatos do prazer
engessei em mim
um pensamento em você.
Só quero um minuto hoje,
E o resto
eu quero amanhã.
E quero com urgência
e leveza
o que a natureza
fez com perfeição.
Do alto de sua eternidade
Eu mergulhei
E caí num instante mágico
Do minuto perfeito,
Infalível.
Fraturei um sentimento
de saudade presente e
com artefatos do prazer
engessei em mim
um pensamento em você.
DESINVENÇÃO
Desinventou sua casa,
Todas elas. Então passou
a morar em ruas e cavernas.
Desinventou roupas e objetos
desinventou carros e restos
de tudo o que sobrou.
Desinventou o sol e a lua,
passou a viver na escuridão.
Desinventou as flores,
desfez todas as cores
e passou a viver em preto e branco.
Desinventou a poesia que havia
em todas as coisas
e viveu só, sem motivos
desinventou o amor
e todos os bons sentimentos
então, em poucos minutos,
apareceu a morte
e o desinventou!
.....................................(mais um poeminha antigo e esquecido)
Todas elas. Então passou
a morar em ruas e cavernas.
Desinventou roupas e objetos
desinventou carros e restos
de tudo o que sobrou.
Desinventou o sol e a lua,
passou a viver na escuridão.
Desinventou as flores,
desfez todas as cores
e passou a viver em preto e branco.
Desinventou a poesia que havia
em todas as coisas
e viveu só, sem motivos
desinventou o amor
e todos os bons sentimentos
então, em poucos minutos,
apareceu a morte
e o desinventou!
.....................................(mais um poeminha antigo e esquecido)
A LISTA
Uma lista de compras antiga
no fundo da gaveta escrita
camisas, calça, cuecas,
leite, banana, pão,
antidepressivos, cadernos e livro...
finda a lista meus olhos emudecem,
vejo que minhas necessidades
são sempre as mesmas,
e o que mais necessito
não posso metaforizar,
não posso comprar,
muito menos enumerar em uma lista...
......................................... (poeminha antigo e atual)
no fundo da gaveta escrita
camisas, calça, cuecas,
leite, banana, pão,
antidepressivos, cadernos e livro...
finda a lista meus olhos emudecem,
vejo que minhas necessidades
são sempre as mesmas,
e o que mais necessito
não posso metaforizar,
não posso comprar,
muito menos enumerar em uma lista...
......................................... (poeminha antigo e atual)
SÓ UMA ROSA
Retirada do ramalhete
uma rosa é só uma rosa.
E a solidão é maior,
e cresce ao se afastarem...
Uma rosa solitária
é só uma rosa afastada
cheia de solidão e saudade,
e cheia de uma certeza:
- jamais
será buquê de novo!
uma rosa é só uma rosa.
E a solidão é maior,
e cresce ao se afastarem...
Uma rosa solitária
é só uma rosa afastada
cheia de solidão e saudade,
e cheia de uma certeza:
- jamais
será buquê de novo!
Assinar:
Postagens (Atom)